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Hermetic Knight

By: Julius Caesar

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Wednesday, 14-Jul-2004 00:00 Email | Share | Bookmark
AS FEITICEIRAS DE SALÉM PT. I-I

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A grande caça às feiticeiras de Salém, em 1692, é o mais famoso caso dessa natureza de que se tem notícia, pelo menos no mundo anglo-americano. Foi o de maior duração e continuidade e que teve maior número de pessoas envolvidas n0o assunto, em toda a história americana. Por isso, naturalmente, é o que mais atenção atraiu nos Estados Unidos, até hoje. Comparado, no entanto, aos acontecimentos parecidos, anotados na Europa Central, o caso das feiticeiras de Salém não assume extensão muito grande. Mas, a par disso, apresenta uma particularidade: terminou tão subitamente como começou.

Por causa da modificação dos sentimentos e pontos de vista sobre o assunto, que logo em seguida se verificou, especialmente durante os últimos julgamentos dos acusados, nenhum dos novos suspeitos foi condenado, causando o aparecimento de uma controvérsia sobre o ponto crucial: houve, de fato, qualquer caso real de feitiçaria naquela comunidade, ou o caso inteiro teria sido apenas uma imensa e trágica ilusão?

Essa controvérsia determinou um fato: os acontecimentos de Salém se tornaram muito bem conhecidos.

O pânico iniciou-se na vila de Salém, uma comunidade rural de Massachusetts, opuco distante da cidade de Salém, que, logo depois, passou a se chamar Danvers. Começou no inverno de 1691-92, com um grupo de garotas de 11 a 20 anos de idade. Era um grupo de 8 meninas, que costumavam se reunir perto da casa do sacerdote, com a escrava do religioso, Tituba. A impressão até hoje é de que Tituba se dedicava a encher a imaginação das meninas com histórias de magias da África. Realmente, a escrava procedia de Barbados, mas isso pouca diferença fazia, realmente.

Essas reuniões terminaram por causar em Abigail Williams, de 11 anos e em Ann Putnam, de 12, uma espécie de qualquer doença histérica. Abigail, a mais nova, era parente do ministro religioso, Samuel Parris, vivia em sua casa e, por isso, estava mais sujeita à influência da escrava Tituba. As duas garotas rosnavam e rangiam os dentes, aparentemente sem qualquer razão lógica, rolando pelo chão. Por vezes, agiam como se acreditassem estar sendo transformadas em animais.

Esses sintomas começaram a se espelhar pelas outras crianças da comunidade. Os adultos, imediatamente, se convenceram de que as crianças tinham sido enfeitiçadas. O ministro religioso, Parris, foi incapaz de descobrir quem estava enfeitiçando as crianças. Ele até chamou um curandeiro índio, para tentar fazer com que solucionasse o mistério. Por fim, em fevereiro de 1962, Abigail e Ann puderam apontar os nomes de seus algozes: Tituba, Sarah Good e Sarah Osburne. As duas últimas, como a maior parte das pessoas acusadas no começo da caça às feiticeiras, eram antipatizadas por toda a vila e, mesmo, olhadas com restrições pela liderança puritana do local. Mais tarde, as duas crianças parecem ter pouco se importado em fazer com que suas acusações fossem assim plausíveis.

Nessa altura dos acontecimentos, as autoridades locais levaram muito a sério as duas meninas. Os magistrados fizeram encarcerar as mulheres, no dia 1º de março, para examiná-las detidamente na presença das acusadoras, durante uma sessão pública para a qual tomaram a igreja por empréstimo. As duas Sarahs negaram tudo, mas Tituba apresentou uma confissão detalhada e, mais ainda, relacionou o nome de outras pessoas que estavam sendo dominadas por Satã. As duas meninas chegavam ao paroxismo de suas crises histéricas na presença dos acusados de feitiçaria.

A confissão de Tituba provavelmente salvou-lhe a vida: ela nunca chegou a ser julgada, mas foi confiscada de Parris e vendida depois, para ressarcir despesas da corte. Sarah Osburne morreu, enquanto aguardava julgamento.

Enquanto isso, o número de suspeitos crescia assustadoramente. As duas meninas continuavam sendo as acusadoras mais ativas, mas, com o tempo, outras crianças seguiram seu exemplo. Muitos acusados repetiram a tática de Tituba e nenhum deles foi executado. Entre os que afirmaram sua inocência havia alguns cuja inocência, em situações normais, seria inquestionável. Entre eles, contam-se o ministro religioso George Burroughs, a senhora Martha Corey, membro da comunidade religiosa e Rebecca Nurse, uma inválida de reputação antipática. Naturalmente, havia alguns velhos residentes, sempre suspeitos de feitiçaria: e houve por isso, quem logo acusasse Bridget Bishop e Susanna Martin de bruxaria, levando-as a julgamento.

O governador de Massachusetts, William Phips, designou uma comissão especial de juízes para compor a corte em Salém, a cidade, não o povoado, no mês de junho. Bridget Bishop foi condenada e executada imediatamente (mais tarde, foi uma das reabilitadas). E os juízes se lançaram, então, seriamente à tarefa de descobrir os bruxos atormentadores das meninas Abigail William e Ann Putnam.

As meninas caíam em espasmos quando sentiam a proximidade de uma feiticeira e readquiriam a calma se ela lhes tocasse a testa com a mão. Esse método de verificação é o detalhe diferente dessa história de feitiçaria. Os juízes, naturalmente, mostraram grande fé nesse método. Rebecca Nurse, contra quem nenhuma prova foi encontrada, foi inocentada pelo júri. Mas, os juízes especiais se sobrepuseram a essa decisão e ela foi enforcada juntamente com Sarah Good, Susanna Martin e três outras mulheres, a 19 de julho.

Alguns cometiam erros contra o júri: parece ter sido o crime de Martha Corey, de May Easty, a irmã de Rebecca Nurse e do sub-xerife John Willard, que se recusaram a fazer outras dentenções. Todos os três foram executados. As duas garotas passaram a acusar inclusive pessoas de quem somente tinham ouvido falar: uma delas era a senhora Cary, da cidade de Charleston, que foi a Salém e calmamente se sentou na audiência do julgamento. As meninas nada sentiram até que souberam, por acaso, quem era ela: só então caíram em espasmos. A mulher foi presa, acusada, mas sobreviveu ao pânico.

Autoridades da cidade de Andover convidaram as meninas para visitá-las, a fim de descobrir se havia feiticeiras entre eles: descobriram várias: Giles Corey, 80 anos, marido de Martha, não podia ser julgado: ele não se dizia nem culpado nem inocente. A lei permitia um recurso: amarrar o prisioneiro na cela e cobri-lo com pesos. Se morresse sob os pesos, estaria inocente. Ele morreu sob os pesos.

Já havia 20 executados e mais 200 acusados presos. As cadeias estavam cheias. O governador voltou de férias: dissolveu a comissão especial de juízes. Os detidos aguardaram até o fim do ano: alguns foram inocentados pela justiça comum e os outros o governador perdoou.

Uma revolta geral eclodiu por todo o país. Em Salém, os magistrados que tinham iniciado os processos, admitiam os erros, entre lágrimas e lamentações. Até então ninguém tinha duvidado da existência de bruxaria: Thomas Brattle, um comerciante de Boston, foi o líder do movimento da volta à racionalidade, dali por diante, a América colonial e, mesmo depois, a América livre, nunca mais teve coragem de condenar alguém por feitiçaria.


Sobre as imagens: mapa da vila de Salém em 1692 (1); desenho da casa onde ocorreu primeira a reunião (2); retrato do Rev. Samuel Parris (3); retrato do Sir William Phipps (4); retrado de Increase Mather (5); retrato do Juiz Principal, William Stoughton (6); retrato do Rev. Cotton Mather (7); desenho de Bridget Bishop ( 8 ); desenho de Giles Corey (9); documento cancelando a acusação de diversas pessoas no envolvimento com a feitiçaria, 1711 (10); arrastando a bruxa, Howard Pyle (11); acusada de feitiçaria, Douglas Volk, 1884 (12); examinação de uma bruxa, Thompkins H. Matteson, 1853 (13); Feitiçaria na vila de Salém, William A. Crafts, 1876 (14); O martírio em Salém, Thomas Slatterwhite Noble, 1869 (15); execução da Sra. Ann Hibbins, F.T. Merrill (16); lápide sepulcral de Sarah Good (17); a antiga casa do Juiz Jonathan Corwin (18); desenho de Tituba narrando um conto às crianças na casa de Parris, onde tudo começou (19).

Links (As Feiticeiras de Salém):

http://www.internext.com.br/valois/pena/1692.htm

http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/feiticeiras.htm


Links (The Salém Witches):

http://www.salemwitchmuseum.com/

http://etext.virginia.edu/salem/witchcraft/

http://www.nationalgeographic.com/features/97/salem/


In dutch, the word witch is translated als "heks". If you're looking for some links, enjoy: http://www.google.be/search?q=heks&ie=UTF-8&hl=nl&btnG=Google+zoeken&meta=cr%3DcountryBE Wed 14-Jul-2004 04:58
Posted by:Ronald buron51@hotmail.com  - [Link]
oie!! onde vc arranja tanto assunto interessante??? nossa, eu não sabia q a história das bruxas de salém era verdadeira...
q horror essas duas meninas inconseqüentes causaram, hein? e o pior: pessoas adultas e tolas executando pessoas por causa dessa maluquice!!! sou da opinião q essas duas meninas eram as verdadeiras bruxas da história toda... capetas!!
bjs
ah!!! me passa seu flog novo de novo, hehehehe
eu fechei a janela ´do nosso papo no msn, sem ter pego o endereço... sorry!!
Fri 16-Jul-2004 04:05
Posted by:marcela malvescorrea@yahoo.com.br  - [Link]
Fantastically interesting information.... Sat 24-Jul-2004 01:11
Posted by:Steve Troy  - [Link]
I can only see the pictures, but they are very interesting! Sat 25-Nov-2006 20:29
Posted by:Renate nati.eder@gmx.de  - [Link]
sou um estudioso do misticismo mas tenho uma grande sensaçao qui existi poderes dentro de mim qui querem sair .Sei qui nao tem haver com essa encarnaçao mais sim com a passada nao sei qual er minha logica do presente mais sou sabio suficiente de acreditar qui nada er por acaso. Fri 8-Jun-2007 18:30
Posted by:marlon morais silva dmourosw@hotmail.com.br


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