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| Saturday, 26-Jun-2004 00:00 |
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Magia Negra & Feitiçaria Pt. III-III
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Freqüentemente se acredita que um feiticeiro possa afetar sua vítima por mera concentração de más intenções ou maus desejos. Mas, em geral, eles se dizem capazes de conjurar forças externas, sobretudo demônios.
Os índios Quiche, da Guatemala, dizem que para se tornar feiticeiro é preciso dormir nove noites num cemitério, orando para o diabo.
Os feiticeiros Nyoro, da África, enviam maus espíritos à caça de seus desafetos e os feiticeiros da tribo Lelê forçam espíritos de nativos mortos a revelarem o futuro.
Quando a magia é seguida de efeitos esperados, como tantas vezes ocorre, a explicação freqüentemente dispensa interpretações sobrenaturais. Um feiticeiro de personalidade dominadora exerce uma influência terrificante até mesmo sobre os incrédulos; nessas condições, se puser um feitiço mortal sobre a vítima, ela poderá definhar e morrer, ainda que por mera sugestão.
Numa cerimônia européia, um pequeno grupo de mágicos tenta conjurar algum poder maligno até o nível da aparência visível. Durante o ato exaustivo, eles gradualmente se flagelam até chegarem a um estado de intensa excitação. Como eles têm na mente uma imagem daquilo que na realidade esperam ver, não surpreendem que muitas vezes cheguem mesmo a encarar o demônio invocado, seja por alucinação de suas mentes exaltadas, seja por algum outro fator psíquico desconhecido.
Alguns antropólogos que estudaram crenças africanas insistem em distinguir o feiticeiro do bruxo. Segundo esse rigor técnico, feiticeiro é o que usa “medicina” do tipo: ervas, raízes, unhas, cabelos e etc. Já o bruxo possui poder mágico interno e pode fazer o mal a uma pessoa pela simples concentração e direção de suas “vibrações” malignas. Feitiçaria se aprende, bruxaria não.
Na prática, a diferença não é tão clara e nem mesmo aceita por todos os antropólogos. Na tradição européia, por exemplo, bruxos e feiticeiros exerciam suas artes malignas com “medicina” e com poderes inatos, indistintamente.
Por isso, há quem proponha outra divisão: feiticeiro controla poderes ocultos; bruxo só os cultua. Talvez por isso a maioria dos feiticeiros europeus tenha sido formada por homens, enquanto na bruxaria se destacam as mulheres.
Em teoria, a diferença é nítida: magia negra obra do mal, magia branca favorece o bem. Mas, na prática, os limites se dissolvem, porque o que um entende como bem, outro qualifica de mal.
Entre os índios americanos, o curandeiro pode ao mesmo tempo tratar de uma doença ou infligi-la, com sua “medicina”. Um índio Papago se lembra do tempo em que um curandeiro foi linchado na tribo por andar matando pessoas. Igualmente, bruxos modernos e adeptos da magia branca em geral admitem sua disposição de usar poderes ocultos contra rivais hostis.
Para os magos, magia é moralmente neutra. Funciona automaticamente, como uma torneira para tomar banho ou para afogar um bebê, a moralidade de sua motivação não afeta o fluxo da água.
É curioso verificar que muitos livros europeus de magia incluem preces fervorosas a Deus, mesmo para matar ou molestar pessoas. O Grimoire de Honorius, manual do século 17 ou antes, supostamente foi escrito por um papa e destinado ao uso exclusivo de padres-bruxos.
A explicação para essas aparentes contradições é que, para os magos, o poder de qualquer divindade pode ser usado com qualquer finalidade, desde que o procedimento técnico seja correto.
Sobre as imagens: pentagrama, magia negra (2).
Pesquisa Google (Magia negra, Feitiçaria, Bruxaria):
http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&ie=UTF-8&q=bruxaria&meta=
http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&ie=UTF-8&q=feiti%C3%A7aria&meta=
http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&ie=UTF-8&q=magia+negra&btnG=Pesquisar&meta=cr%3DcountryBR
Google Search (Black magic, Witchcraft):
http://www.google.com.br/search?q=Black+magic%2Bwitchcraft&ie=UTF-8&hl=pt-BR&meta=
http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&ie=UTF-8&q=witchcraft&meta=
http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&ie=UTF-8&q=aleister+crowley&meta=
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